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Clássicos de Tatiana Belinky de cara nova em 2017

Uncategorized março 16, 2017

Um dos maiores nomes da literatura infantil do Brasil, Tatiana Belinky completaria 98 anos no próximo dia 18. Falecida há quatro anos, a autora contribuiu para a formação cultural de crianças de diversas gerações. Se os pequenos das décadas de 1940 e 1970 acompanharam inovadoras produções televisivas conduzidas por Tatiana e seu marido, a garotada dos anos 1980 até hoje conta com um legado de mais de 200 livros de sua autoria.

Clássicos de Tatiana Belinky de cara nova em 2017No mês em que é celebrado o nascimento da autora, a Editora Moderna anuncia a nova edição de um grande sucesso: O Caso do Bolinho. Lançado em 1990, o enredo do bolinho redondinho e recheado que sai rolando e cantando por aí conta com novo projeto editorial em sua 3ª edição, que engloba ilustrações inéditas de Bruna Assis Brasil e também mudanças no formato e projeto gráfico.

Para 2017 também estão previstas outras novidades no catálogo de Tatiana Belinky pela Editora Moderna: os carismáticos personagens Vovô, Vovó, Neta, Totó, Gato e Rato esbanjam força e união na nova edição do clássico O Grande Rabanete, que conta agora com novos traços de Silvana Rando. Fãs da autora podem aguardar ainda para este ano inovações nos livros Ratinho Manhoso e Saladinha de queixas.

Entre rimas, breves estrofes e recursos de linguagem que permitem uma leitura fluida para aqueles que estão começando a ler, Tatiana passeia por situações onde seus personagens ensinam importantes saberes sem cair no moralismo do certo e errado. Com essa pretensão, a autora aborda temas e valores importantes na infância, tais como o trabalho em equipe, a sagacidade e o senso de responsabilidade que levam o leitor a tirar suas conclusões e a trilhar seus próprios caminhos.

Fonte: http://jornaldiadia.com.br/2016/?p=263034

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Incentivo à leitura John Locke

Uncategorized fevereiro 3, 2017

incentivo à leitura John Locke

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Saci-Pererê

Uncategorized outubro 31, 2016

O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil.

O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.
Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico.

Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.
A principal característica do saci é a travessura, ele é muito brincalhão, diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser  muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.

Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos.
Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.
Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

Fonte:http://brasilescola.uol.com.br/folclore/saci-perere.htm

saci-pererê

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Agente ou a gente

Uncategorized outubro 11, 2016

As duas palavras estão corretas e existem na língua portuguesa. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes. A palavra agente é um substantivo comum e se refere à pessoa que faz algo. A gente é uma locução pronominal equivalente ao pronome pessoal reto nós.

A gente é uma locução pronominal formada pelo artigo definido feminino a e pelo substantivo gente, que se refere a um conjunto de pessoas, à população, humanidade, povo. A expressão a gente é semanticamente equivalente ao pronome pessoal reto nós e gramaticalmente equivalente ao pronome pessoal reto ela, devendo assim o verbo ser conjugado na terceira pessoa do singular. Exprime um sujeito indeterminado, ou seja, as pessoas que falam (nós) ou as pessoas em geral (todos). Esta expressão deverá ser utilizada apenas numa linguagem informal.

Exemplos:

  • A gente vai à praia depois do almoço.
  • Ontem, a gente falou com ele, mas ele continuava triste com a situação.
  • Toda a gente sabe que um dia tem vinte e quatro horas.

Agente tem sua origem na palavra em latim agens e se refere ao sujeito da ação, ou seja, à pessoa que atua, opera, faz. É um adjetivo e um substantivo de dois gêneros porque apresenta sempre a mesma forma, quer no gênero feminino, quer no gênero masculino (o agente/a agente).

Exemplos:

  • Aquele agente da polícia conseguiu prender o ladrão.
  • O agente da passiva equivale ao sujeito da voz ativa.
  • A agente secreta está em missão num país estrangeiro.

Fonte: https://duvidas.dicio.com.br/agente-ou-a-gente/

 

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Bateu-o ou bateu-lhe ?

Uncategorized agosto 29, 2016

Usar bateu-o ou bateu-lhe

Bateu-o ou bateu-lhe – Usar corretamente os pronomes oblíquos da terceira pessoa do discurso requer o conhecimento da transitividade verbal, ou seja, é preciso saber se o verbo em questão é transitivo direto ou transitivo indireto. Isso porque o objeto direto é substituído pelas formas o, a, os, as e o objeto indireto assume as formas lhe e lhes.

Há verbos que requerem dois complementos simultaneamente: “Entregou o passaporte ao filho”. Ao substituirmos o primeiro objeto (“o passaporte”), que não é preposicionado, usamos “o” (“Entregou-o ao filho”); ao substituirmos o segundo (“ao filho”), que é encabeçado pela preposição “a, usamos o “lhe” (“Entregou-lhe o passaporte”). Hoje é muito pouco usada a substituição simultânea dos dois objetos, que, nesse caso, resultaria na seguinte construção: “Entregou-lho”.

Nesse caso, a tendência é que os usuários da língua se saiam bem, pois a maioria associa a forma “lhe” a pessoas e as formas “o” e “a” a coisas. É bom salientar que isso vale em muitos casos, mas não constitui regra. Há inúmeros verbos transitivos diretos que admitem o complemento de pessoa. Assim: “avisou-o”, “estimulou-o”, “ajudou-o”, “incentivou-o”, “favoreceu-o”, “convenceu-o”, “impediu-o”, “respeitou-o”, “rejeitou-o”, “levou-o” etc.

Escolha infeliz foi a feita pelo redator no trecho abaixo:

 

“Já o delegado (…) afirma que não o bateu com arma de fogo, mas que lhe deu dois tapas.”

 

Note-se que o verbo “dar” (dar algo a alguém, “dar-lhe dois tapas”) foi empregado corretamente, mas a confusão apareceu na construção do verbo “bater”, aqui tratado como transitivo direto.

Ocorre que “bater” pode ser transitivo direto, mas com outro sentido. Por exemplo: “Bateu a porta com violência” (ou “Bateu-a com violência”), “Bateu o tapete para tirar o pó” (ou “Bateu-o para tirar o pó”) etc.

No caso em questão, trata-se de “bater em alguém” (“bater-lhe ou “bater nele”), um sinônimo de “agredir”, este, aliás, transitivo direto (“agrediu-o”). Para corrigir esse fragmento seria possível empregar uma das construções abaixo:

 

Já o delegado (…) afirma que não lhe bateu com arma de fogo, mas que lhe deu dois tapas.

 

Já o delegado (…) afirma que não bateu nele com arma de fogo, mas que lhe deu dois tapas.:

Fonte: Thaís Nicoleti (UOL)

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Biografia Monteiro Lobato

Uncategorized agosto 16, 2016

José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros de todos os tempos.

Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel(“Contos da Carochinha”) da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, livros sobre a importância do ferro (Ferro, 1931) e do petróleo (O Escândalo do Petróleo, 1936). Escreveu um único romance, O Presidente Negro, que não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Contista, ensaísta e tradutor, Lobato nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado emDireito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles no livro Urupês, sua obra prima como escritor. Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Parisou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.

[Monteiro Lobato]É bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil. Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e ideias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sábia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da famosa obra Sítio do Picapau Amarelo, que até hoje é lido por muitas crianças e adultos. Escreveu ainda outras obras infantis, como A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, e A Chave do Tamanho. Fora os livros infantis, escreveu outras obras literárias, tais como O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e O Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo, no Brasil, apenas por empresas brasileiras.

A carreira do Monteiro Lobato

Os primeiros anos

Criado em um sítio, Monteiro Lobato foi alfabetizado pela mãe Olímpia Augusta Lobato e depois por um professor particular. Aos sete anos, entrou em um colégio. Nessa idade descobrira os livros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé, dono de uma biblioteca imensa no interior da casa. Leu tudo o que havia para crianças em língua portuguesa. Nos primeiros anos de estudante já escrevia pequenos contos para os jornaizinhos das escolas que frequentou.

Aos onze anos, em 1893, foi transferido para o Colégio São João Evangelista. Ao receber como herança antecipada uma bengala do pai, que trazia gravada no castão as iniciais J.B.M.L., mudou seu nome de José Renato para José Bento, a fim de utilizá-la. No ano seguinte, os pais o presentearam com uma calça comprida, que usou bastante envergonhado. Em dezembro de 1896 foi para São Paulo e, em janeiro de 1897, prestou exames das matérias estudadas na cidade natal, mas foi reprovado no curso preparatório e retornou a Taubaté.

Quando retornou ao Colégio Paulista, fez as suas primeiras incursões literárias como colaborador dos jornaizinhos “Pátria”, “H2S” e “O Guarany”, sob o pseudônimo de Josben e Nhô Dito. Passou a colecionar avidamente textos e recortes que o interessavam, e lia bastante. Em dezembro prestou novamente os exames para o curso preparatório e foi aprovado. Escreveu minuciosas cartas à família, descrevendo a cidade de São Paulo. Colaborou com “O Patriota” e “A Pátria”. Então, se mudou de vez para São Paulo, e tornou-se estudante interno do Instituto Ciências e Letras.

No ano seguinte, a 13 de junho de 1898, perdeu o pai, José Bento Marcondes Lobato, vítima de congestão pulmonar. Decidiu, pela primeira vez, participar das sessões do Grêmio Literário Álvares de Azevedo do Instituto Ciências e Letras. Sua mãe, vítima de uma depressão profunda, veio a falecer no dia 22 de junho de 1899.

Tendo forte talento para o desenho, pois desde menino retrata a Fazenda Buquira, tornou-se desenhista e caricaturista nessa época. Em busca de aproveitar as suas duas maiores paixões, decidiu ir para São Paulo após completar 17 anos.

Seu sonho era a Escola de Belas-Artes, mas, por imposição do avô, que o tinha como um sucessor na administração de seus negócios, acabou ingressando na Faculdade do Largo de São Francisco para cursar Direito. Mesmo assim seguiu colaborando em diversas publicações estudantis e fundou, com os colegas de sua turma, a “Arcádia Acadêmica”, em cuja sessão inaugural fez um discurso intitulado: Ontem e Hoje. Lobato, a essas alturas, já era elogiado por todos como um comentarista original e dono de um senso fino e sutil, de um “espírito à francesa” e de um “humor inglês” imbatível, que carregou pela vida afora. Dois anos depois, foi eleito presidente da Arcádia Acadêmica, e colaborou com o jornal “Onze de Agosto”, onde escreveu artigos sobre teatro. De tais estudos surgiu, em 1903, o grupo O Cenáculo, fundado junto com Ricardo Gonçalves, Cândido Negreiros, Godofredo Rangel, Raul de Freitas, Tito Lívio Brasil, Lino Moreira e José Antônio Nogueira.

Era anticonvencional por excelência, dizendo sempre o que pensava, agradasse ou não. Defendia a sua verdade com unhas e dentes, contra tudo e todos, quaisquer que fossem as consequências. Venceu um concurso de contos, sendo que o texto Gens Ennuyeux foi publicado no jornal “Onze de Agosto”. (11/08).

O advogado Monteiro Lobato

Em 1904 diplomou-se bacharel em Direito e regressou a Taubaté. No ano seguinte fez planos de fundar uma fábrica de geleias, em sociedade com um amigo, mas passou a ocupar interinamente a promotoria de Taubaté e conheceu Maria Pureza da Natividade de Souza e Castro (“Purezinha”). Em maio de 1907 foi nomeado promotor público emAreias, e casou-se com Purezinha, a 28 de março de 1908. Exatamente um ano depois nasceu Marta, a primogênita do casal.

Em 1910 associou-se a um negócio de estradas de ferro e nasceu o seu segundo filho, Edgar. Viveu no interior e nas cidades pequenas da região, escrevendo paralelamente para jornais e revistas, como A Tribuna de Santos, Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro e a revista Fon-Fon, para onde também mandava caricaturas e desenhos. Passou a traduzir artigos do Weekly Times para o jornal O Estado de S. Paulo, e obras da literatura universal, também enviando artigos para um jornal de Caçapava. Contudo, era visível a sua insatisfação com a vida que levava e com os negócios que não prosperavam.

No ano seguinte, aos 29 anos, Lobato recebeu a notícia do falecimento de seu avô, o Visconde de Tremembé, tornando-se então herdeiro da Fazenda Buquira, para onde se mudou com toda a família. De promotor a fazendeiro, dedicou-se à modernização da lavoura e à criação. Com o lucro dos negócios, abriu um externato em Taubaté, que confiou aos cuidados de seu cunhado. Em 1912 nasceu Guilherme, o seu terceiro filho. Ainda insatisfeito, mas desta vez com a vida na fazenda, planejou explorar comercialmente o Viaduto do Chá, na cidade de São Paulo, em parceria com Ricardo Gonçalves.

A fama do Monteiro Lobato

Em 12 de novembro de 1912, o jornal O Estado de S. Paulo, na sua edição vespertina (O Estadinho), publicou o seu artigo Velha Praga. Era véspera de Natal quando o mesmo jornal publicou um conto daquele que mais tarde seria o seu primeiro livro, Urupês. Na Vila de Buquira, hoje município de Monteiro Lobato (São Paulo), nessa mesma época, envolveu-se com a política e logo a deixou de lado. Sua quarta e última filha, Rute, nasceu em fevereiro de 1916, quando iniciava colaboração na recém fundada Revista do Brasil. Era uma publicação nacionalista que agradou em cheio o gosto de Lobato.

Somente em 1914, como fazendeiro em Buquira, um fato definiria de vez a sua carreira literária: durante o inverno seco daquele ano, cansado de enfrentar as constantesqueimadas praticadas pelos caboclos, o fazendeiro escreveu uma “indignação” intitulada Velha Praga, e a enviou para a seção Queixas e Reclamações do jornal O Estado de S. Paulo, edição da tarde, o “Estadinho“. O jornal, percebendo o valor daquela carta, publicou-a fora da seção que era destinada aos leitores, no que acertou, pois a carta provocou polêmica e fez com que Lobato escrevesse outros artigos como, por exemplo, Urupês, dando vida a um de seus mais famosos personagens, o Jeca Tatu.

Jeca era um grande preguiçoso, totalmente diferente dos caipiras e índios idealizados pela literatura romântica de então. Seu aparecimento gerou uma enorme polêmica, em todo o país, pois o personagem era símbolo do atraso e da miséria que representava o campo no Brasil.

Tendo assim caracterizado o caipira caboclo, “um piraquara do Paraíba” (morador ribeirinho ao Rio Paraíba do Sul), no conto “Urupês”:

A Verdade nua manda dizer que entre as raças de variado matiz, formadoras da nacionalidade e metidas entre o estrangeiro recente e o aborígine de tabuinha em beiço, uma existe a vegetar de cócoras, incapaz de evolução, impenetrável ao progresso. Feia e sorna, nada a põe de pé. Pobre Jeca Tatu! Como é bonito no romance e feio na realidade! Jeca Tatu é um Piraquara do Paraíba, maravilhoso epitome de carne onde se resumem todas as características da espécie. O fato mais importante da vida do Jeca é votar no governo. A modinha, como as demais manifestações de arte popular existente no país, é obra do mulato, em cujas veias o sangue recente do europeu, rico de ativismos estéticos, borbulha d’envolta com o sangue selvagem, alegre e são do negro. O caboclo é soturno. Não canta senão rezas lúgubres. Não dança senão o cateretê aladainhado. O caboclo é o sombrio Urupê de pau podre a modorrar silencioso no recesso das grotas. Bem ponderado, a causa principal da lombeira do caboclo reside nas benemerências sem conta da mandioca. Talvez sem ela se pusesse de pé e andasse. Mas enquanto dispuser de uma pão cujo preparo se resume no plantar, colher e lançar sobre brasas, Jeca não mudará de vida. O vigor das raças humanas está na razão direta da hostilidade ambiente. Se a poder de estacas e diques o holandês extraiu de um brejo salgado a Holanda, essa joia de esforço, é que ali nada o favorecia!
Monteiro Lobato

Obras

Livros infantis

O primeiro livro que Lobato lançou foi “A menina do narizinho arrebitado”, em 1920, nunca reeditado, exceto em uma pequena edição fac simile em 1981, e hoje considerada uma obra rara tanto a primeira edição quanto a edição fac simile. A maioria das histórias de seus livros infantis se passavam no Sítio do Picapau Amarelo, um sítio no interior do Brasil, tendo como uma das personagens a senhora dona da fazenda Dona Benta, seus netos Narizinho e Pedrinho e a empregada Tia Nastácia. Esses personagens foram complementados por entidades criadas ou animadas pela imaginação das crianças na história: a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milhoVisconde de Sabugosa, a vaca Mocha, o burro Conselheiro, o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim.

No entanto, as aventuras na maioria se passam em outros lugares: ou num mundo de fantasia inventados pelas crianças, ou em histórias contadas por Dona Benta no começo da noite. Esses dois universos são interligados para as histórias e lendas contadas pela avó naturalmente se tornarem cenário para o faz-de-conta, incrementado pelo dia-a-dia dos acontecimentos no sítio.

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Concordância com pronome “que”

Uncategorized julho 21, 2016

Concordância com pronome “que”– Entre os casos especiais de concordância verbal está o dos coletivos e partitivos seguidos de uma expressão no plural, verificado em construções do tipo “a maioria das pessoas veio/vieram” ou “o bando de crianças corria/corriam”.

Como se vê, as duas concordâncias são possíveis – com o núcleo (seguindo o princípio lógico-gramatical) ou com o especificador (concordância atrativa). A escolha de uma ou outra normalmente associa-se à ênfase pretendida por quem constrói a frase.

Na maior parte das vezes, a concordância com o núcleo da expressão é a que “soa melhor” – exatamente por obedecer ao princípio geral de concordância. Assim:

1. A maioria das pessoas chegou antes do entardecer.

2. O bando de mendigos descansava sob a árvore.

O uso de um partitivo (maioria, maior parte etc.) ou de um coletivo (bando etc.) indica a intenção de agrupar, de tratar o plural como singular.  Ocorrem, entretanto, situações em que esse tipo de concordância parece não funcionar bem. Veja:

1. A maioria dos homens está atenta ao problema.

2. Um terço das mulheres presentes está grávido.

Melhores do que essas construções seriam as seguintes:

1. A maioria dos homens estão atentos ao problema.

2. Um terço das mulheres presentes estão grávidas.

É fácil perceber por que as últimas frases funcionam melhor. Nelas existe um verbo de ligação seguido de um nome que concorda em gênero e número com o termo a que se refere. É mais claro dizer “homens atentos” e “mulheres grávidas” do que “maioria atenta” e “terço grávido”.

Não se pode, todavia, confundir esse caso de concordância com o seguinte:

“A maior parte dos recursos que ingressou efetivamente no país veiopor meio de fusões ou compras parciais de empresas.”

No período acima, a forma “veio” concorda corretamente com o núcleo do sujeito “a maior parte”, mas a forma “ingressou” desvia do padrão de concordância. Seu sujeito é o pronome relativo “que”, cujo antecedente é o termo “recursos”, com o qual o verbo deve concordar. Não é difícil perceber isso, pois a ideia é dizer que dos recursos que entraram (recursos entraram) a maior parte veio de fusões etc.

Veja, abaixo, o texto corrigido:

A maior parte dos recursos que ingressaram efetivamente no país veio por meio de fusões ou compras parciais de empresas.

Fonte: Uol

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Como utilizar “há” ou “a”

Uncategorized julho 6, 2016

Dicas para usar “há” ou “a”

O uso do “há” ou “a” é uma das maiores dificuldades que as pessoas têm ao escrever, leia esse artigo e aprenda de uma vez por todas.

Para marcar distanciamento no tempo ou no espaço, usa-se a preposição “a”, não a forma do verbo haver “há”. Esta indica o tempo decorrido, passado, e pode ser substituída pela forma “faz”.

É por isso que dizemos indiferentemente “Há dez anos que não se veem” ou “Faz dez anos que não se veem”.

Se não se tratar de tempo passado, o correto será usar a preposição “a”. É isso o que ocorre em construções como “A dois meses da eleição, o candidato sofreu um acidente” ou “Daqui a dois meses, haverá eleição”. Em ambos os casos, assinala-se não o tempo que já passou, mas um intervalo.

Uma construção como “a dois meses da eleição” exprime um momento anterior à eleição (esta ocorrerá dois meses depois desse momento). Ao dizermos “daqui a dois meses”, estamos estabelecendo um intervalo compreendido entre o ponto de partida e o ponto de chegada (de…a).

É comum haver confusão entre “há” e “a” quando o assunto é tempo. No caso expresso abaixo, porém, a confusão foi mais longe. Veja:

“Só que, nesse dia, por conta de um soluço geológico ocorrido milhares de quilômetros de distância…”

Aqui temos um caso claro de distância (espacial), em que só caberia usar a preposição. Se se tratasse de um “soluço geológico ocorrido há milhares de anos” (tempo), o verbo “haver” estaria corretamente empregado. A ideia, no entanto, era outra. Tratava-se de um “soluço geológico ocorrido a milhares de quilômetros”(espaço).

Veja, abaixo, a correção:

Só que, nesse dia, por conta de um soluço geológico ocorrido amilhares de quilômetros de distância

Fonte: Uol

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Minimaginário de Andersen

Uncategorized julho 4, 2016

Minimaginário de Andersen- Hans Christian Andersen teve uma infância pobre e, mesmo se tornando um escritor conhecido emvida e tendo convivido com a natureza, nunca deixou de se identificar com as pessoas humildes e marginalizadas.e

As Histórias reunidas neste livro têm em comum a presença desses personagens; seres que, apesar de pequenos e frágeis, mostram uma força capaz de lhes garantir alguma forma de vitória no final.

Minimaginário de Andersen

O Livro conta com as seguintes histórias:

Soldadinho de Chumbo

O Soldadinho de Chumbo é um conto de fadas escrito por Hans Christian Andersen e publicado pela primeira vez em 1838.

Conta a história de um boneco que tem apenas uma perna e que se apaixona por uma bailarina que também é uma boneca. Foi o primeiro conto escrito totalmente pelo autor e não tem um final feliz.

A Pequena Vendedora de Fósforos

A história se trata de sonhos e esperança de uma criança morrendo, e foi publicado pela primeira vez em 1845.Foi adaptado para diversos meios de comunicação, incluindo um filme de animação e um musical de televisão.

O Roxinol

O enredo gira em torno de um Imperador chinês, egoísta e apegado a bens materiais, que não percebe os encantos de umrouxinol que habita em seus jardins. Desta falta de virtudes do soberano, o cruel Mandarim Yu e sua partner, a bruxa Wu, se aproveitam para se apossarem do trono da China. Porém, terão que enfrentar a perspicácia da princesa Chin auxiliada e atrapalhada pelo aloprado criado Dinguilin. Várias vezes apresentada ao público, esta peça agrada sempre a crítica, as crianças e os pais. O texto inclui letras de músicas inéditas.

A Pequena Sereia

O conto gira ao torno de uma sereia que vive num reino subaquático com seu pai, o Rei dos Mares; sua avó; e suas cinco irmãs mais velhas, cada uma com um ano de diferença. Quando uma sereia atingir os quinze anos, é-lhe permitido nadar até à superfície. À medida que as irmãs vão crescendo, uma delas visita a superfície cada ano. Quando uma delas regressa e conta sobre as suas aventuras, a curiosidade da Pequena Sereia sobre o mundo e sobre os humanos cresce.

Os Sapatos Vermelhos

A história  é sobre uma garota forçada a dançar continuamente em seus sapatos vermelhos.

O Patinho Feio

Um filhote de cisne é chocado no ninho de uma pata. Por ser diferente dos demais filhotes, o pobre é perseguido, ofendido e maltratado por todos os patos e outras aves.

Um dia, cansado de tanta humilhação, foge do ninho. Durante a sua jornada, ele para em vários lugares, mas é mal recebido em todos. Por fim, uma família de camponeses encontra o “patinho” feio e ajuda-o a superar o inverno.

Quando finalmente chega a primavera, a família devolve-o para o lago, onde ele abre as suas asas e se une a um majestoso bando de cisnes, sendo então reconhecido como o mais belo de todos.

A Polegarzinha

Esta é a história de uma pequenina e linda menina chamada Polegarzinha, que nasceu de uma flor e foi retirada da sua casa. Na jornada para encontrar o caminho de casa, ela vai ter de passar por vários apuros. No entanto, a Polegarzinha tem um grande coração e devido à sua enorme solidariedade ela está sempre disposta a ajudar, e por isso, quando mais precisa ela encontrou muitos amigos dispostos a ajudá-la a encontrar o caminho de casa… Uma bela história cheia de pequenos mas corajosos personagens.

 

O Livro tem texto de Katia Canton, Ilustrações de Salmo Dansa e foi publicado pela Companhia das Letrinhas

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Biografia Ângela Lago

Uncategorized junho 24, 2016

Ângela Lago– Seu nome Ângela Maria Cardoso Lago (Belo Horizonte, 1945) é uma escritora e ilustradora brasileira.

A maior parte de sua obra é dedicada às crianças. Em alguns de seus livros não usa palavras, apenas imagens.

Entre suas obras destaca-se Cena de Rua, premiado na França e na Bienal de Bratislava. Cena de Rua foi publicado no México, na França, nos Estados Unidos e no Brasil.

Escritora e ilustradora, mineira, nascida em Belo Horizonte, em 1945, Ângela Anastácia Cardoso Lago, inicia sua Ângela Lago Biografiaformação superior na Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais. Frequentou o atelier do escultor Bitter, com um grupo de artistas plásticos. Em 1969, leciona na Escola de Serviço Social e trabalha como assistente no Instituto Psico-Pedagógico, para crianças com dificuldades psico-pedagógicas e psiquiátricas. Em 1975, abre seu próprio atelier de programação visual para publicidade, onde criou marcas, logotipos, propaganda institucional entre outros. A autora possui diversas obras contendo ilustrações e textos próprios nacionais, ilustrações de livros para outros autores nacionais, livros com textos e ilustrações da autora no exterior, ilustrações para livros de outros autores estrangeiros. Das diversas obras que a autora possui, podemos destacar a obra Sangue de Barata. Resultante da relação entre texto poético e desenho.

Alguns Livros de Ângela Lago

  • Cena de Rua, Editora RHJ, Belo Horizonte, 1994
  • Tampinha, Editora Moderna, São Paulo, 1994
  • A festa no céu, Editora Melhoramentos, São Paulo, 1995
  • Uma palavra só, Editora Moderna, São Paulo, 1996
  • Um ano novo danado de bom, Editora Moderna, São Paulo, 1997
  • A novela da panela, Editora Moderna, São Paulo, 1999
  • Indo não sei aonde buscar não sei o quê, Editora RHJ, Belo Horizonte, 2000
  • Sete histórias para sacudir o esqueleto, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2002
  • A banguelinha, Editora Moderna, São Paulo, 2002
  • Muito capeta, Companhia das Letrinhas, São Paulo, 2004
  • A raça perfeita, Ângela Lago e Gisele Lotufo, Editora Projeto, Rio Grande do Sul, 2004
  • A casa da onça e do bode, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • A flauta do tatu, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • O bicho folharal, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005
  • João felizardo, o rei dos negócios, Cosac-Naif, São Paulo, 2006
  • Um livro de horas, Editora Scipione, São Paulo, 2008

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